A relação das pessoas com o que consomem nas telas mudou muito e está cada vez mais emocional. Não por acaso, duas palavras marcaram 2025: “rage bait”, escolhida pelo dicionário de Oxford, e “parasocial”, eleita pelo Cambridge. São termos que ajudam a decifrar esse comportamento: estamos mais suscetíveis a vínculos e reações que nascem de conteúdos, histórias e marcas, mesmo quando não existe relação direta com elas.
Esse movimento também redefine o papel do design. Em um ambiente saturado de estímulos, o que conecta é a capacidade de provocar sentimento, criar reconhecimento e despertar memória. Marcas e embalagens que entendem essa lógica ampliam presença, constroem relação e se tornam parte da vida das pessoas.
Quatro caminhos para fortalecer a conexão emocional com o consumidor
1. Narrativas que espelham a vida real
As relações parasociais mostram um padrão: criamos laços com histórias que parecem próximas, humanas e identificáveis. Marcas que constroem narrativas autênticas, que reconhecem vulnerabilidades, conquistas e até imperfeições, ampliam sua capacidade de gerar empatia.
No design, isso se traduz em identidades mais expressivas, mensagens claras e embalagens que comunicam propósito sem rodeios.
2. Nostalgia como gatilho de conforto
A nostalgia segue como uma das forças emocionais mais relevantes da cultura contemporânea. Em tempos acelerados, revisitamos símbolos, cores, objetos e estéticas que remetem a segurança e familiaridade.
Marcas que incorporam elementos nostálgicos (de forma genuína e estratégica) criam conexão. Embalagens colecionáveis, cores e padrões retrô e releituras visuais de épocas marcantes funcionam como pontes afetivas.
3. Design multissensorial que desperta memória
A relação emocional com uma marca muitas vezes começa por estímulos simples: textura, cheiro, toque, som. Embalagens com relevos, materiais diferenciados, acabamentos ou abertura sonora marcante ampliam essa experiência.
No digital, microinterações, animações fluidas e movimentos reforçam a sensação de presença e cuidado.
4. Coerência emocional entre discurso e entrega
Conexão emocional também depende de consistência: a promessa comunicada precisa se refletir no produto, no atendimento, na usabilidade e até na experiência pós-compra.
Marcas que entregam o que prometem criam confiança e esse é um passo importante para criar relevancia.
emoção como estratégia
Em um mundo saturado de estímulos, a atenção é disputada por extremos. Mas, para marcas, a oportunidade em construir relações baseadas em identificação, memória e propósito. A conexão emocional se tornou um eixo estratégico.
Na DOT, acreditamos que design é a forma de tangibilizar essa combinação que transforma marcas em experiências.